cagando
pontos de vista
tenho visto muitos comentários negativos destas gentes de Portugal sobre "os priveligiados" funcionários públicos que não querem aceitar esta onda de "sacrifícios para todos", como se fosse a derradeira medida para voltar a colocar Portugal a crescer economicamente( convencidos que este modelo de sociedade nos vai levar a lugar algum).
as necessidades básicas de qualquer ser humano, penso eu, serão a alimentação, o vestuário essencial e a respiração, ou seja, comendo, vestindo e respirando o Homem consegue sobreviver.
se verificar-mos, as pessoas que tratam da nossa
alimentação - agricultores - são extremamente mal tratados ( a não ser que sejam patrões de grandes empresas!), pois, muitos deles vivem em situações de muitos sacrifícios. quem ganha o dinheiro é quem distribui e vende ao consumidor final.
em relação ao
vestuário essencial, constatamos que o que interessa é a exclusividade, o estilo, o bom gosto (criadores), pois são esses que têm os proveitos financeiros da actividade, sendo que quem efectivamente faz as roupas(fábricas) uma boa parte vive na miséria, desemprego, etc.
respiração, em relação a esta acho que nem vale a pena comentar o que é feito a nível do ambiente.
verificamos então que muito do dinheiro que se gasta é na parte do entretenimento - media em geral com todas as suas ramificações (publicidade, desportos, musica, televisão, cinema, comentadores, estrelas de todos os géneros) e nos serviços de todo o género.
talvez fosse boa ideia repensar tudo isto e chegar a algumas conclusões sobre o que reamente importa, numa altura em que, utopicamente, se pedem sacrifícios a "todos". todos que nunca são todos, pois eu pergunto, houve uma subida do IVA para toda a gente, incluindo os funcionários públicos, alguém me quer convencer que quem ganha quatro ou cinco mil euros por mês, esteja a fazer actualmente algum sacrifício?
estou plenamente de acordo que se acabe com o dinheiro mal gasto na função pública. Por exemplo, até concordo que se acabe com o subsídio de renda de casa, seja para quem for (magistrados, politicos, etc.). agora, não concordo que se mexa nos sistemas de saúde de montes de pessoas, que, tal como a minha esposa e eu, ambos funcionários públicos, ganhamos a módica quantia de 1300 ou 1400 € por mês. eu sei que existem pessoas a ganhar menos, mas será que o justo é castigar mais as classes médias baixas e altas (eu considero-me classe média pobre)) e continuar a assistir serenamente a situações de "ronaldos" que ganham balúrdios, belmiros de azevedo e outros que se vão enchendo distribuindo umas migalhas aos seus empregados?
somos um povo que tem tendência para castigar os mais próximos de nós, em termos de status, e de dizer "sim, sr. Doutor", a alguém que "supostamente" é mais importante na "cadeia alimentar" humana. não penso que seja esse o caminho, a meu ver acho que devemos cada vez mais pedir responsabilidades e satisfações a quem tem poder de decisão e não continuar a desatinar com a pessoa que encontramos no guichet público - que normalmente é de categoria laboral inferior e que apenas cumpre as ordens estabelecidas.
no meu local de trabalho vejo muitas pessoas que desatinam por isto e por aquilo e depois são levadas à presença do "Sr. Doutor", que lhes transmite exactamente a mesma coisa que o funcionário transmitiu e aí, pasme-se, a pessoa diz "sim sr. doutor" e sai toda contente da vida.
bem, tenho que me ir embora, gostaria de escrever mais umas coisas sobre a suposta "igualdade" que parece ser o hino nacional ultimamente, mas fica para o próximo post.
dissertação
Cada vez estou mais farto de economistas que já têm todos provas dadas e que são todos muito bons e que já passaram todos pelo governo e que nos deixaram na situação em que estamos.
é impressionante ver debates de 1995 na RTP Memória e constatar que continuam todos a debater as mesmas ideias sem chegarem a lado nenhum.
Na minha modesta opinião não é tirando o cavalo debaixo das pessoas que se evita que as mesmas morram enforcadas, utilizando uma imagem do velho oeste.
para mim era preferível aliviar um pouco a tensão da corda de maneira a que as pessoas se possam ir libertando da mesma e assim reiniciarem as suas vidas de forma sustentada.
Só que para isso é necessário que o país aumente o défice ainda mais, ou seja, proporcionar às pessoas, que levadas pelo modelo de sociedade que nos impuseram se endividaram até não terem mais saída, a possibilidade de pagar as suas dívidas a longo prazo e aí, sim serem fiscalizadas de maneira a não voltarem a fazê-lo.
para isto ser possível era necessário alguém que enfrentasse a UE e dissesse "meus amigos, temos pena, mas esta é a melhor maneira de resolver o problema e se vocês não querem ajudar então vamos procurar quem o faça, pois de certeza que não iriam faltar candidatos (EUA, China, Japão, etc.).
Da mesma forma se resolveria o problema da falta de produtividade e competividade e outros, pois para isso também é necessário mais dinheiro, visto que o que foi gasto até agora foi mal gasto.
apostaram-se em coisas erradas, os roubos foram muitos e agora estamos onde estamos.
Portugal tem potencial para se erguer novamente, senão vejamos:
Temos uma posição geográfica estratégica no mundo e um clima fantástico.
Temos cidadãos que quando são bem motivados conseguem fazer o trabalho bem feito.
Temos imigrantes que, se aproveitar-mos as as suas qualidades podem fazer connosco alianças poderosas.
Não podemos continuar a achar que os imigrantes são prejudiciais, está na hora de nos juntar-mos, pois cada um deles tem qualidades que nós não temos, tal como nós temos qualidades que eles não têm.
Os imigrantes dos países do Sul (brasileiros, africanos) arriscam mais, são mais "soltos", os imigrantes de leste são extremamente organizados e têm conhecimentos. Será que em conjunto com os Portugueses que têm uma capacidade incrível de fazer "bem" o que tem de ser feito, não fazíamos uma aliança extraordinária?
Os nossos políticos e mesmo os políticos europeus não nos vão ajudar, pois fazem todos partem de uma geração que pura e simplesmente já não consegue fazer melhor, pois não evoluiram o suficiente, porque andaram muito ocupados a tratar das suas vidinhas durante este tempo todo. Já só conseguem tentar imitar os EUA e mal porque não o fazem de forma total e aí as coisas nunca podem correr bem. Ou se acredita naquele tipo de sociedade ou não. Não há meio termo.
Não temos que imitar os EUA, até porque me parece que é um tipo de sociedade que irá, daqui por muitos anos, estar na mesma situação em que Europa se encontra agora. Não nos podemos esquecer que a Europa é muito mais antiga e que muitos dos países europeus já estiveram na mesma posição em que os EUA se encontram agora (no topo - Ex. Portugal, Espanha, Inglaterra, Roma, etc.) ao longo da história.
Temos que seguir por um caminho onde as pessoas sejam mais importantes que o dinheiro, porque apesar de isto parecer muito utópico, a história mostra-nos que as grandes potências acabam sempre por ir abaixo, precisamente porque crescem muito e esquecem-se do valor das pessoas, do valor de cada ser humano.
Quando o que conhecemos até agora não resulta, há que arriscar e tentar um caminho diferente e porque não fazer exactamente o contrário do que esperam de nós.
Pode resultar.
reminiscências de um passado recente
resolvi postar mais este porque achei interessante uma coisa.
por acaso passei os olhos pelo meu post de 14 de setembro de 2004 e para meu espanto aquela primeira parte podia-se aplicar aos dias de hoje. parece um dejá vu. é impressionante como não aprendemos com os erros que damos.
passado quase um ano e dois governos continuamos na mesma.
infidelidade violenta
tenho visto alguns programas do fiel ou infiel, já que a minha mulher é uma cliente assídua da TVI e também porque o computador fica ao pé da televisão e como tal resolvi passar para aqui o que penso sobre o assunto.
realmente acho que é difícil descer tão baixo.
lembra-me o filme do spartacus que deu no outro dia em que os cidadãos romanos iam ao coliseu ver os gladiadores lutar até à morte e tiravam um prazer doentio nisso.
assistimos no programa da TVI a algo parecido.
temos a "vítima" que vai durante o programa sendo enxovalhada a torto e a direito sem o mínimo respeito pelos sentimentos da pessoa, mas que ao fim ao cabo pediu para lá estar.
temos o "prevaricador" que de repente se encontra numa situação em que acho que qualquer homem sonha um dia acontecer mas que nunca acontece - encontrar-se com uma mulher pôdre de boa, sem ninguém saber e sem possibilidades de alguém vir a saber um dia, num ambiente paradisíaco e que ainda por cima lança-se de imediato ao ataque oferecendo um corpo escultural sem haver a mínima dúvida sobre o que ela quer.
perante este quadro já se sabe o que vai acontecer.
chega a fase do "cara a cara" e assistimos então na maior e com sorrisos desmedidos às cenas de "violência doméstica".
essa violência que em outras instâncias tem um ar tão sério e que obrigou a que fosse passado de crime semi-público para crime público, segundo o código penal vigente.
só por aqui já se vê a hipocrisia do mundo em que vivemos.
para finalizar chamam ainda o(a) sedutor(a), que para meu espanto, ainda vem com ar "angélico" a querer dar lições de moral ao casal e a insurgir-se ainda contra os participantes. um deles ainda ficou muito ofendido porque lhe chamaram "filho da puta". realmente tinha razão porque a "puta" era ele e não a mãe que não tinha culpa nenhuma (não sei!).
vem então a produção defender o(a) sedutor(a) dizendo que eles estão a representar o seu papel, que são excelentes profissionais e que não são "meninas de programa". cá para mim acho que quem vende o corpo por dinheiro é prostituto(a), seja na televisão, em casa ou na rua.
enfim, um verdadeiro "show" que tem a virtude de mostrar a outra face desta sociedade cheia de moral e bons costumes e que fica escandalizada quando ouve falar em aborto, legalização de drogas e muitos outros assuntos que fazem de imediato levantar em cada português, daqueles que vemos a assistirem ao programa no estúdio e que ao fim ao cabo representam uma parte da população, uma capa de pessoa de "bem".
não pretendo com isto "malhar" mais na auto estima do povo português, até porque essa onda já satura, no entanto fica a constatação do facto com a esperança de que identificados os "erros" e os "problemas" se possa avançar para uma sociedade em que estas coisas até possam existir, para quem goste, mas que pelo menos, não venham negar outras em nome da moral e bons costumes.
ai bagão bagão
estive a ouvir um pouco da entrevista do Bagão Félix na RTP e francamente fiquei com a ideia de que o homem anda mesmo aos papeis.
deixei de ouvir, pois realmente não tive estômago para ouvir mais, além de que a minha mulher queria ver a telenovela da TVI ( please!!!).
então resolvi vir para aqui escrever.
realmente, quando ouvi dizer que a média dos salários da função pública eram 1800 € fiquei extremamente chateado, pois eu a minha mulher juntos, que somos ambos funcionários públicos não ganhamos isso.
isso só quer dizer que alguém na função pública anda a ganhar muito bem, mas não é a generalidade dos funcionários, basta ver o Mira Amaral que trabalhou um ano e tal na CGD e vai sair com uma reforma de 3 mil contos/mês.
só os outros desgraçados é que têm de trabalhar até aos 65 anos para terem direito a qualquer coisa.
ainda se o homem tivesse feito um bom serviço, mas não, pelos vistos as coisas não funcionaram e por isso tiveram de o tirar de lá.
o excesso de pessoal também é para rir, pois no meu serviço há falta de funcionários.
é estranho, mas já andam a falar nisso há 2 anos e no meu trabalho - justiça - ainda não vi nada ser feito a esse respeito.
será que é assim tão dificil tomar decisões?
é como o concurso do professores, será que era assim tão complicado fazer aquilo bem feito?
nunca se viu nada assim!
pelo menos, as delícias do mar (Marinha) do Paulo Portas, andam ocupadas a não deixar entrar em Portugal essa ameaça terrorista que é o barco do aborto.
a segurança de Portugal esteve ameaçada e valeu-nos o ministro dos assuntos do mar para nos proteger desses terríveis invasores - deus nos acuda, virge maria!
enfim, se houver alguma revolta contra esta pouca vergonha a que se assiste diariamente, contem comigo, pois estou cada vez mais farto desta palhaçada - ver meia dúzia de priveligiados viverem à custa dos outros todos.
é verdade que se deve recompensar a boa prestação em termos de trabalho, mas no fundo as coisas não funcionam só com gestores, alguém tem de efectivamente fazer as coisas, pois não podem ser todos a mandar.
por muito bons que sejam os gestores com os seus ordenados milionários, as coisas não vão funcionar se não houver quem realmente faça o trabalho, que suje as mãos, etc.
estamos todos no mesmo barco e é tremendamente injusto que uns ganhem tanto e outros tão pouco.
isto tem de acabar...
o mundo actual
hoje decidi escrever mais um pouco, após vários meses de pausa.
Não sei se alguém lê isto, mas de qualquer maneira não interessa.
não vi o discurso do ministro das finanças, no entanto já li as linhas gerais e no fundo penso que tudo se resume a isto:
meus amigos, nós prometemos várias coisas, no entanto agora que cá estamos, chegámos à conclusão que não conseguimos fazer melhor, por isso vão ter que se aguentar connosco.
Sr. Ministro, que eu saiba, supostamente vivemos numa democracia e como tal se vocês não conseguem fazer melhor, talvez seja altura de sairem e de deixarem outras pessoas tentarem.
Toda gente consegue arranjar justificaçãoes para não fazer aquilo que é suposto fazer.
Isso é sinónimo de pessoas normais e nós precisamos de mentes brilhantes na política.
Nem sequer vou comentar o episódio do barco do aborto, pois é o espelho de uma geração hipócrita que em público apregoa o "bem" e em privado faz exactamente o oposto.
basta ver os escândalos que têm rebentado na comunicação social nos últimos tempos.
Temos ainda os USA, esse país, que tem tanta coisa boa, admiro-lhes a contante busca pela evolução, a motivação, a juventude, etc., no entanto, tem outras coisas que não suporto.
Conseguem transformar tudo no espectáculo de T.V., metem-se em tudo o que não lhes diz respeito, tem um presidente que nem sequer vou comentar, pois basta ver o que fazem os seus seguidores em Portugal.
Por último, gostaria de deixar o endereço do Grupo de Origem Duvidosa, que é a minha banda.
dentro das nossas limitações, é o que conseguimos fazer para contribuir para o panorama musical português.
também somos conhecidos por G.O.D. e vamos actuar em Manique de Baixo no dia 4/10/2004, numa festa Motard, espero que gostem
http://god.online.pt
EUA autorizam portugal
Ora aí está, pronto!
Como diria o Tomás no auge do seu encavanço.
Li esta notícia no expresso e fiquei siderado como as coisas se passam nos dias de hoje.
No último parágrafo diz-se que a União Europeia contribuiu com 1 milhão e tal de dollars para a reconstrução do Iraque, só que a França e a Alemanha se recusaram a contribuir.
Pergunto-me quem vai pagar esta quantia e se vai compensar o facto de "Portugal" ter sido autorizado a concorrer na reconstrução do Iraque.
Não sei, soa-me àqueles concursos em que estamos prestes a ganhar e só falta o último passo que é comprar qualquer coisa para nos habilitar ao sorteio e depois nunca se ganha nada.
Agora mudando de assunto dentro do mesmo assunto, esta questão do terrorismo faz-me lembrar os hackers da internet e se nos perguntar-mos porque é que eles existem e naquilo em que acreditam " free net" talvez a resposta não esteja muito longe daquilo que os EUA nos tentam vender em relação à questão do terrorismo.
A pergunta será "porque é que existem terroristas e qual sua motivação?"
Hoje estou muito peace and love!
estive ontem a ver a os portugas a jogar e acho que recebi uma mensagem.
Acho que nestes tempos de incerteza precisamos de nos juntar todos e fazer este país voltar a crescer.
Já sabemos que não podemos contar com os governantes para nada, mas no entanto podemos fazer um cessar fogo entre a população que neste momento se encontra dividida em 50 % esquerda e 50 % direita e com isso acho que podemos pôr isto melhor do que está.
Se cada um fizer a sua obrigação, independentemente do que fazem os políticos, acho que podemos dar a volta a isto, porque acho que a solução está em cada um de nós.
Para acabar, acho que a selecção nacional resolveu o problema dos GNR que foram para o Iraque, pois deu uma cabazada no Kuwait e como o Iraque não gosta deles vão facilitar a vida aos portugueses.
Não menosprezem o poder do futebol!!!