cagando
terça-feira, agosto 02, 2005
  dissertação
Cada vez estou mais farto de economistas que já têm todos provas dadas e que são todos muito bons e que já passaram todos pelo governo e que nos deixaram na situação em que estamos.
é impressionante ver debates de 1995 na RTP Memória e constatar que continuam todos a debater as mesmas ideias sem chegarem a lado nenhum.
Na minha modesta opinião não é tirando o cavalo debaixo das pessoas que se evita que as mesmas morram enforcadas, utilizando uma imagem do velho oeste.
para mim era preferível aliviar um pouco a tensão da corda de maneira a que as pessoas se possam ir libertando da mesma e assim reiniciarem as suas vidas de forma sustentada.
Só que para isso é necessário que o país aumente o défice ainda mais, ou seja, proporcionar às pessoas, que levadas pelo modelo de sociedade que nos impuseram se endividaram até não terem mais saída, a possibilidade de pagar as suas dívidas a longo prazo e aí, sim serem fiscalizadas de maneira a não voltarem a fazê-lo.
para isto ser possível era necessário alguém que enfrentasse a UE e dissesse "meus amigos, temos pena, mas esta é a melhor maneira de resolver o problema e se vocês não querem ajudar então vamos procurar quem o faça, pois de certeza que não iriam faltar candidatos (EUA, China, Japão, etc.).
Da mesma forma se resolveria o problema da falta de produtividade e competividade e outros, pois para isso também é necessário mais dinheiro, visto que o que foi gasto até agora foi mal gasto.
apostaram-se em coisas erradas, os roubos foram muitos e agora estamos onde estamos.
Portugal tem potencial para se erguer novamente, senão vejamos:
Temos uma posição geográfica estratégica no mundo e um clima fantástico.
Temos cidadãos que quando são bem motivados conseguem fazer o trabalho bem feito.
Temos imigrantes que, se aproveitar-mos as as suas qualidades podem fazer connosco alianças poderosas.
Não podemos continuar a achar que os imigrantes são prejudiciais, está na hora de nos juntar-mos, pois cada um deles tem qualidades que nós não temos, tal como nós temos qualidades que eles não têm.
Os imigrantes dos países do Sul (brasileiros, africanos) arriscam mais, são mais "soltos", os imigrantes de leste são extremamente organizados e têm conhecimentos. Será que em conjunto com os Portugueses que têm uma capacidade incrível de fazer "bem" o que tem de ser feito, não fazíamos uma aliança extraordinária?
Os nossos políticos e mesmo os políticos europeus não nos vão ajudar, pois fazem todos partem de uma geração que pura e simplesmente já não consegue fazer melhor, pois não evoluiram o suficiente, porque andaram muito ocupados a tratar das suas vidinhas durante este tempo todo. Já só conseguem tentar imitar os EUA e mal porque não o fazem de forma total e aí as coisas nunca podem correr bem. Ou se acredita naquele tipo de sociedade ou não. Não há meio termo.
Não temos que imitar os EUA, até porque me parece que é um tipo de sociedade que irá, daqui por muitos anos, estar na mesma situação em que Europa se encontra agora. Não nos podemos esquecer que a Europa é muito mais antiga e que muitos dos países europeus já estiveram na mesma posição em que os EUA se encontram agora (no topo - Ex. Portugal, Espanha, Inglaterra, Roma, etc.) ao longo da história.
Temos que seguir por um caminho onde as pessoas sejam mais importantes que o dinheiro, porque apesar de isto parecer muito utópico, a história mostra-nos que as grandes potências acabam sempre por ir abaixo, precisamente porque crescem muito e esquecem-se do valor das pessoas, do valor de cada ser humano.
Quando o que conhecemos até agora não resulta, há que arriscar e tentar um caminho diferente e porque não fazer exactamente o contrário do que esperam de nós.
Pode resultar.
 
just bla bla bla find@god.online.pt

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